Instituição escapa pela tangente e cria quadro para críticas dentro do programa.
O corte de uma matéria no jornal da rádioweb é visto por alguns como uma simples edição, para outros é pura censura. Estas foram as duas maneiras de ver o fato. No esclarecimento dado aos alunos do 4º período de jornalismo pelo professor Felipe na aula de sexta-feira (23) ficou claro que a faculdade vê o fato como uma simples edição. Fluxo normal em qualquer veículo jornalístico. Com exemplos e considerações respeitando diversos pontos de vista sobre o fato o professor conseguiu se eximir de qualquer responsabilidade e manter o bom relacionamento com a turma. A fala de Felipe foi marcada por muitas interrupções por parte dos alunos, que ainda não estão totalmente satisfeitos com a resposta da instituição.
O ponto alto destacado por Felipe foi a criação de um novo quadro no jornal on-line produzido pelos alunos: é o Unibrasil Responde. O quadro pretende ser o espaço para eventuais críticas que possam surgir direcionadas à instituição. “Um passo para trás e dois para frente”, foi a frase que exemplificou a visão do professor com relação ao fato. Felipe ressaltou que a criação do quadro foi um ganho para os alunos. Que agora poderão exercer seu censo crítico sem medo.
“QUEM CORTOU?” – Esta pergunta, que foi repetida por diferentes bocas das 19h até às 20h30, infelizmente ficou sem resposta. Porém, Felipe firmou compromisso com a turma de que fará o possível para respondê-la. À principio o corte motivou-se basicamente por duas circunstâncias: a primeira é de que era a primeira semana do programa no ar, motivo esse que atraiu a audiência das principais lideranças da faculdade para o programa. A segunda está intrinsecamente ligada à primeira. De acordo com o professor Felipe os esforços para realização do projeto foram muitos. O lobby foi intenso para ganhar a confiança da instituição no projeto. E uma matéria com teor crítico à faculdade poderia dar um fim precoce ao projeto. A autonomia dos envolvidos no projeto e a linha editorial a ser adota pelos alunos também foram discutidas na aula.
Para ouvir a rádioweb Unibrasil acesse: http://www.unibrasil.com.br/aovivo.asx
Em breve a matéria de rádio que gerou toda a polêmica também estará disponível aqui no blog.
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MINHA OPINIÃO
Creio que chamar o corte de edição e não de censura não passa de eufemismo. O corte quando acompanhado de argumentos, ou sem argumentos mas com o consentimento do repórter e ainda, quando ocorre dentro de uma estrutura hierárquica conhecida por todos os envolvidos se justifica e caracteriza a edição, normal na atividade jornalística. Porém, da forma que ocorreu com o nosso programa eu não consigo enxergar de outra maneira que não seja censura. Foi uma decisão autoritária seguida por uma omissão, o que é no mínimo vergonhoso. No entanto, entendo e respeito a posição do professor Felipe Harmata, que corajosamente enfrentou as dúvidas e pré-conceitos da turma e emitiu sua visão sobre o fato. Sustento ainda a idéia de que foi um verdadeiro tiro no pé, por parte da faculdade, que agora instiga os alunos a investigar os problemas da faculdade e talvez acabar por fazer uma propaganda negativa da instituição. O que também não é justo. Fico feliz pelo que ocorreu, pois essa é uma oportunidade de nos expressarmos acerca de um acontecimento real e próximo aos nossos interesses. Espero que nós estudantes saibamos discernir os acontecimentos e que não nos deixemos levar pela “crítica pela crítica” sem argumentos e sem objetivos. Enfim, a vida é uma eterna “Dialética Marxista” para aqueles que não se omitem, enfrentam os problemas e sustentam suas opiniões.
